quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
cartas que não serão lidas nº 7
Mãezinha
Hoje é Natal e eu não consigo para de pensar se lá onde vc está sabe dessas coisas de festa, presentes, missa... fico todo tempo querendo ligar para vc para comentar os acontecidos, como fala uma amiga minha - que não é a Neide, que vc tanto implicava. Penso que havia muito de ciúme não é? naquela nossa viagem à Europa pelo menos, rolou uma ciumeira grande, eu posso apostar sem medo de errar. Vc, que depois que se animou sempre falava: " qdo eu cansar eu me sento nas escadas, num banco e fico esperando vocês voltarem", ficava chateada, emburrada qdo. eu atendia ao que vc falava, muito embora insistisse bastante para que participasse dos passeios. Não quis ir a Turim e ficou zangada por isso, porque teve que ir com Níbia à feira(que pena; até eu teria ganho mais se tivesse ido com vcs. Turim não foi nada de excepcional e o que queríamos ver lá não estava exposto. Na feira pelo menos teria visto mais um pouco da vida de Milão que aliás eu nem achei essas maravilhas). Em Paris, não quis subir na torre de Notre Dame; ficou sentada e chateada; no passeio de barco , com frio, preferiu ficar dentro do barco; nova chateação. Na verdade, eu sei que o problema era eu não ficar com vc e sim com a Neide. Vc não entendia que eu queria aproveitar todos os momentos de uma viagem que eu não sabia se poderia repetir(mas eu o fiz, vc sabe). Não lhe deixava só, tomava cuidado para ficar sempre perto, coisa que vc nem sempre fazia. Lembra da vez no trem, qdo. se perdeu? não sei se para demonstrar independência ou por desatenção,quase que acontece uma tragédia; sim, tragédia, porque vc estava sem passaporte, sem endereço do hotel e sem falar coisa nenhuma de francês! Ainda hoje tremo qdo. lembro. E no museu de Rodin, que vc resolveu, já no final da tarde, andar sozinha e demorou o suficiente para eu enlouquecer novamente? tudo isso só por que eu não conversava só com vc, não saia só com vc...
Me perdi um pouco na conversa. O que eu queria hoje era ligar para vc e comentar sobre a reunião que Landsberg Filho fez na casa dele para nossas famílias. Vc teria adorado participar. Estávamos todos, inclusive as(o) namoradas(o). Foi muito bom, mas sabe aquela música "Está faltando uma coisa em mim..." pois é! Falamos sobre vc e ficou mais ou menos acertado que outros encontros familiares se repetirão, coisa que eu duvido; Socorro falou uma vez que quando vc não estivesse mais conosco a família se dispersava. Eu acho que aos pouco será isso que acontecerá. Vc sempre atraia a gente para sua casa e eu achava muito bom, mas vc começou a se cansar e coisas ruins aconteceram, levando a quebrar a rotina do café com tapioca do domingo.
Paulo se "espalhou" bastante. Cada vez que eu olhava para ele cantando, falando bobeiras, eu lembrava que vc às vezes achava ele chato( que Silvia Amélia não saiba!)Socorro, no entanto, no dia seguinte, ao comentar sobre isso falou que vimos cenas iguais tantas vezes com Landsberg e Adilson!! Acho, mais uma vez que vc gostava de ouvir as besteiras dos dois porque eram Seus genros, marido de Suas filhas.Tudo, portanto, era permitido, até as brincadeiras que faziam com vc, sua poupança, a senha e sua condição de sogra.
Lembra da missa de Ação de Graças que fomos na igreja de N. Sra. da Saúde para Landsberg? qdo. terminou sairam todos no firme propósito de fazer trabalho voluntário lá. Foram? nunca! Eu acho que ser´assim também essa decisão de reunir as familias vez por outra. Até brinquei dizendo que seria após o dia do voluntariado o próximo almoço. Como uma coisa não acontecerá, a outra coisa também não!Espero estar enganada ou como vc gostava de dizer "que nada Regina, tudo é possível e eu vou achar muito legal isso porque a união da familia é tudo!!"
Saudade muita, mãe
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